Recentemente foi noticiado o aumento das passagens de ônibus em nossa cidade. Os empresários do ramo apresentaram uma proposta de R$2,49, que, segundo os próprios, estaria atualizada nas taxas e nos custos de manutenção nas frotas (entendidas pela modernização da frota, aumento dos combustíveis e salário de funcionários).
Temos aumentos sucessivos com as mesmas justificativas, porém, o processo de sucateamento das frotas, tratamento das pessoas enquanto objetos/mercadorias e o pouco-caso com os funcionários é cada vez maior. Perguntamos, então, o que está por trás de tudo isso: será o bem estar da população ou um maior lucro para os empresários?
Quando falamos em bem-estar, queremos garantir que toda a população tenha o seu direito de ir e vir garantido, uma vez que o transporte público urbano, como serviço público, precisa ser eficiente e de qualidade, fiscalizado rigorosamente pelo município. O que vemos, na verdade, é o contrário. Somos comprimidos em grandes latões, alguns de nós chegam a pagar um valor considerável do salário só pela locomoção ao trabalho, ao lazer, aos estudos e qualquer outro tipo de atividade garantida constitucionalmente.
A frota se mantém em péssima qualidade, os trabalhadores são mal remunerados, aguardamos bastante tempo nos pontos e a inovação proporcionada pelo Transporte Integral não passa de um mito, já que o tempo-limite para apanhar o ônibus se esgota na espera deste. Os ônibus continuam superlotados! E ainda empurram como podem o processo de licitação. Processo este que trará novas empresas, pela concorrência e outros critérios pode ser que acarretem melhoras na qualidade dos serviços, o que não é ainda uma certeza. Nem podemos ser tão esperançosos, já que a qualidade do serviço oferecido pelas atuais empresas é péssima.
No fim das contas, estamos diante de um estado que deveria assegurar uma série de direitos e garantias fundamentais, mas, que é omisso e relega a segundo plano as atividades primordiais para garantir, ao menos, o mínimo existencial da população em detrimento do lucro dos empresários. Nesse caso, o responsável pelo aumento ou redução do preço das passagens é a prefeitura de Maceió. Devemos cobrar pelo direito do povo e não pelo benefício e lucratividade dos empresários.
Pontuamos aqui que não há justificativas plausíveis ao aumento da passagem, (quiçá aos R$2,10 já “defasados”). Convocamos todas/os INDIGNADAS/OS para o protesto a ser realizado no dia 25/10 (terça-feira), com caminhada do CEPA à Câmara de Vereadores de Maceió.
Não ao aumento da passagem!
Pela melhoria no transporte e aumento da frota!
Pelo passe livre para estudantes e desempregados!
Por terminais integrais que funcionem!
INFORMAÇÕES:
Quando? 25 de outubro - 9h
Onde? CEPA (até a Câmara de Vereadores)
O que levar? Cartazes, tinta (azul e vermelho), bandeira, água, cordão de isolamento, carro de som e muita disposição!
